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Folha não vai mais publicar seu conteúdo no Facebook
São Paulo, 08 de Fevereiro de 2018 ás 11h32

Logo nos primeiros dias do ano o Facebook anunciou a sua decisão de priorizar postagens de interação social em detrimento do conteúdo de marcas e veículos de comunicação. A iniciativa gerou o descontentamento de diversas empresas, sobretudo aquelas que trabalham produzindo jornalismo. Em razão disso, na madrugada de hoje (8) o site da Folha de S.Paulo, um dos jornais mais tradicionais do País, anunciou que deixará de publicar as suas notícias na rede social de Mark Zuckerberg.

Para o veículo, a configuração atual de algoritmos do Facebook “reforça a tendência do usuário a consumir cada vez mais conteúdo com o qual tem afinidade, favorecendo a criação de bolhas de opiniões e convicções, e a propagação das fake news”. Por meio de um comunicado, a Folha disse também que “com a queda do alcance das páginas, o Facebook perde espaço como fonte de acesso a sites de jornalismo”.

Vale lembrar que o jornal tem 5,95 milhões de seguidores na rede social.

Ainda não se sabe qual impacto isso deve gerar nas tomadas de decisão do Facebook para os próximos meses, e nem se a iniciativa da Folha incentivará a debandada de grandes veículos da plataforma. Entretanto, o que é certo é o descontentamento de empresas que produzem conteúdo com a rede social. E isso não é uma exclusividade brasileira.

Pagar ou receber por notícias?

Há poucos dias Rupert Murdoch, dono da News Corporation, um dos maiores grupos midiáticos do mundo (The Wall Street Journal e a Fox News), também fez duras críticas a este novo cenário. “Se o Facebook quer reconhecer os veículos mais confiáveis, deveria pagar a esses veículos uma taxa semelhante à que as companhias da TV a cabo pagam para ter os canais na sua grade”, disse Murdoch.

Segundo o argumento do magnata da comunicação, há uma clara inversão de valores na relação entre a rede social e os veículos, que segundo a sua visão, deveriam receber algo ao invés de pagar para exibir notícias. “Os publishers estão claramente melhorando o valor e a integridade do Facebook por meio de suas notícias e seu conteúdo, mas não estão sendo recompensados de forma adequada por esses serviços”.  

Crise de imagem?

Além das críticas da News Corporation e a saída da Folha, quem também decidiu abandonar a plataforma nesta semana e vender suas ações, além de estimular o público a fazer o mesmo, foi o ator Jim Carrey (veja o que ele falou). Para o Facebook, desde a explosão dos debates sobre fakenews, e agora mais recentemente a mudança dos algoritmos, não tem sido fácil administrar a imagem da rede social. Vale a pena acompanhar como a empresa de Mark Zuckerberg vai responder a este novo momento, seja por meio de comunicados ou novas decisões que digam respeito a experiência dos usuários.



Adnews (08/02/2018)



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