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2016: o ano dos Digital Influencers na publicidade
São Paulo, 11 de Janeiro de 2017 ás 10h41

 
Se 2015 foi considerado o boom do surgimento de digital influencers no Brasil, 2016 pode ser visto como o ano do reconhecimento da relevância e visibilidade destes criadores pelos meios off-line e pela publicidade de marcas e produtos.
 
Parte da cadeia que sustenta o sistema de influência digital, as ações de comunicação com influencers mais do que dobraram em relação a 2015 e a modalidade passou a ditar preferência nas ativações online das marcas, especialmente as voltadas a públicos mais jovens.
 
Atualmente com cerca de 230 mil influenciadores, segundo a Airstrip, o mercado brasileiro tende a evoluir em 2017 e nos próximos anos, com influenciadores ainda mais relevantes e o aumento do aporte de verba para ações com eles.
 
Em 2016, os setores que mais investiram em ações com digital influencers foram os de cuidados pessoais, indústria automotiva, alimentação, telefonia móvel e moda, com resultados concretos e mais que positivos para as marcas que apostaram na modalidade.
 
O crescimento da publicidade em redes sociais com influenciadores é fruto da mudança de como este tipo de ação de comunicação passou a ser vista pelos anunciantes. Se em 2015, a grande maioria deles faziam contratações pontuais com influenciadores quase como um “plus”, um teste, isso mudou bastante em 2016.
 
Agora, grandes anunciantes já separam budgets anuais e a mídia se tornou mais perene nos planos de comunicação, como já fazem há um bom tempo com veículos como Google e Facebook.
 
Em busca de uma comunicação emocional, próxima e orgânica, a publicidade passou a investir em conteúdo co-produzido e campanhas com abertura para que os digital influencers pudessem fazer o seu melhor: serem eles mesmos.
 
Alguns períodos relacionados a eventos foram mais marcantes no número de ações realizadas, como durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Salão do Automóvel, Black Friday e Natal.
 
Nas Olimpíadas e Paralimpíadas, mais um vez a força dos digital influencers se mostrou e ao invés das marcas apoiarem a sua divulgação exclusivamente em atletas, elas apostaram forte em influenciadores nas redes sociais.
 
Outro forte indício de mudança de paradigmas é que pela primeira vez, YouTubers superaram muitos artistas e celebridades nas recomendações e escolha pelas marcas.
 
Não estou dizendo que as celebridades perderam espaço, mas sim que com o crescimento do investimento, os YouTubers ganharam um grande destaque.
 
Os YouTubers ganharam mais espaço porque têm facilidade em apresentar produtos com os quais se identificam, demonstrá-los, usar sua linguagem para conceituá-los e torná-los desejados pelos seus seguidores. São como chanceleres que influenciam diretamente a decisão de compra, principalmente dos mais jovens.
 
Satisfeito com o resultado das ações em 2016, o mercado já aponta para mais um boom de crescimento em 2017, com o investimento da publicidade em novas redes sociais, influencers e formatos, em especial o vídeo. As tônicas da publicidade em redes sociais neste ano serão conteúdo, inovação e dinamismo.
 
Atentas aos influenciadores, as marcas também monitoram a consolidação de novas redes como o InstaStories e o Snapchat para alcançarem seus consumidores onde quer que eles estejam, com a mesma rapidez que essas ferramentas se pulverizam e sem abrir mão de resultados contundentes.



Adnews (11/01/2017)



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