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O Trem www
São Paulo, 12 de Julho de 2012 ás 08h15

Em 1830 existiam 40 quilômetros de linhas férreas nos EUA. 60 anos depois, 1890, eram 163.562 quilômetros. O país estava integrado. Os serviços dos CORREIOS – United State Post Office – criados por decreto de Benjamin Franklin, em julho de 1775, com a integração ferroviária do país deram um tremendo salto. E assim, muito antes dos demais países, os EUA conseguiam se comunicar pessoa a pessoa, e ter acesso à informação impressa - livros e catálogos - entregues pelos CORREIOS, que depois, também entregavam os produtos vendidos através desses catálogos impressos, por um ex-chefe de estação de trens, RICHARD SEARS, e através dos trens. De forma sintética foi assim que aconteceu. De forma sintética, e além da característica de sua colonização, a integração de todos os americanos pela dobradinha TREM + CORREIOS constituem a base do sucesso do país líder em todo o mundo, quase 200 anos depois.

Agora a história e a tecnologia oferecem uma extraordinária oportunidade para países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. A possibilidade de integrar todos os seus cidadãos, e, simultaneamente, garantir a todos eles, acesso à informação, ensino, compras, mundo, vida, atenuando, de forma sensível, a desigualdade social. De novo, uma espécie de dobradinha TREM + CORREIOS, só que tudo isso através de uma única ferramenta. E, assim, INCLUSÃO DIGITAL é – deveria ser – a prioridade zero de todos esses países. Alguns, leia-se CORÉIA DO SUL – entenderam isso e disparam na frente.

Numa mesma página de VALOR, exemplos emblemáticos e emocionantes sobre o tema. De um lado, as LAN HOUSES que cumpriram relevantes papéis nos últimos 10 anos se revocacionando porque a CLASSE C, finalmente, comprou computador e se conecta na internet de suas casas. Mas, nas classes D e E, continua desempenhando importante função social. Numa das matérias a história do estudante MARCIO LIMA MODESTO, jovem paraense que sonha em ser empresário e não tinha computador em casa. Não se abateu, e, numa LAN HOUSE, fez dois cursos sobre empreendedorismo: “Queria conhecer um pouco mais sobre administração de empresas e ter certeza se era mesmo essa faculdade que deveria fazer; agora estou convencido”.

Na outra matéria, a luta das LAN HOUSES que serviam a CLASSE C para sobreviverem. Em 2007 VALOR fez uma matéria sobre o assunto e os proprietários das LAN só falavam em expansão do negócio. Todas elas abriam às 10h, só fechavam as 22h e faltavam computadores. Hoje, as que sobreviveram, abrem às 17h, e antes das 21h a frequência é próxima de zero. Prestaram um relevante serviço, que agora definha pela ótima notícia da ascensão da CLASSE C.

Retornando ao início, depois dos trens, vieram os automóveis, os ônibus, os aviões, e a integração e transporte passou a se realizar através de múltiplas plataformas. Mas a conquista americana estava mais que consolidada. E nós, até quando continuaremos postergando a inclusão digital de todos os brasileiros, assistindo, resignados, o extraordinário avanço de países irrelevantes até duas e três décadas atrás, que viram um novo TREM DIGITAL passar e não se esqueceram que “cavalo arreado não passa duas vezes no mesmo lugar, à disposição das mesmas pessoas”.

 



Francisco Alberto de Souza Madia – Presidente do MadiaMundoMarketing e da Academia Brasileira de Marketing.



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